Diário de dias impossiveis e maravilhosos

Aqui escrevo os dias impossiveis e maravilhosos da minha vida e da minha namorada

Monday, December 04, 2006

16 de Dezembro de 1992



O meu pai tinha como profissão pescador, passados três dias dos meus anos, ele saiu para o mar e nunca mais voltou.
Meu pai era mestre dum barco nos Açores de seu nome "Mestre Ruivo" , ele nesse dia saira para o mar com artes de Gorazeira, para quem não sabe Gorazeira,são artes para capturar goraz, boca negra, abrótea, pargo,chicharro caneco, cântaro, garoupa,alfonsim, moreia, cherne e tem como isco chicharro, sardinha, lula, cavala mede à volta de 20 a 300 braças.
Como era habitual,quando o barco iria para o mar, eu, a minha mãe e irmã iamos para casa do dono do barco onde o meu pai andava ao mar, da qual era proprietário.
A embarcação através do meu pai, pois ele era o mestre do barco, esteve em comunicação ás 08.00,10.00 e ao 11.45, referindo neste ultimo contacto que estava todo bem a bordo e que já vbinham de regresso a terra.
Como já se fazia tarde, eram 14.00 horas , tentou-se estabelecer novamente contacto com a embarcação, mas esta não respondeu, mas respondeu a embarcação "Ilha do Sonho" que disse ter estado em contacto com a embarcação via-rádio VHF até ás 13.30 e que estava todo bem a bordo e que já estavam a 5 milhas do Porto da Praia da Vitória.
Como já eram 16.30 e a embarcação "Mestre Ruivo" não aparecia foi dado o conhecimento às autoriedades maritimas sobre a situação de momento, para tentar localizar a embarcação.
Na embarcação, para além do meu pai, com a categoria de Arrais, com cerca de 40 anos, estavam Miguel Fernando Carvalho, com cerca de 48 anos, que era natuiral de Sesimbra, Carlos Manuel dos Santos Oliveira, casado,29 anos, natural de Terra Chã, freguesia de Angra do Heroísmo, Luis Henrique Reis Tavares, casado de 26 anos, natural da freguesia de Santa Cruz, Praia da Vitória e Fernando José Gaboleiro, com cerca de 28 anos, casado, natural de Sesimbra.

13 de Dezembro de 1992


O tempo remonta a 13 de Dezembro de 1992, tinha eu os meus 8 anos prestes a completar mais um aniversário de tantos os outros que havia celebrado anteriormente.
Era o meu primeiro aniversário que passaria longe da minha familia,colegas de escola primária, etc.
Peço desculpa desde já se me esqueço de alguém pois já lá vão 14 anos.
Estava eu nos Açores, na ilha Terceira na freguesia da Praia da Vitória, pois essa imagem que ai se encontra é o local onde eu estive, foram apenas 6 meses e alguns dias de alegrias, algumas tristezas, mas foram, no entanto jamais esquecerei.
Como era habitual, na adolescência dum jovem como eu era, acordaria bem-disposto para um dia de aulas, na qual eu iria brincar e conviver com os meus colegas de turma,para mim era um dia como outro qualquer.
Chegado a casa depois dum dia de aulas, tive uma enorme surpresa, tal foi o meu espanto tinha à minha espera, um bolo de aniversário,muitas prendas, os meus pais,irmã,vizinhos, todos eles estavam contentes por terem visto entrar naquela pela porta da minha garagem.

De todos, o que estava mais contente por me visto, o que me marcou mais seria o meu pai, ele estava presente no meu aniversário,estava com um sorriso enorme que contagiava todos os presentes.
Era uma pessoa meiga,simpática, muito divertida e gostava também de estar com os seus dois filhos. Eles eram todo para ele. Foram horas de puro e grande divertimento nesse meu aniversário que seria o ultimo que o meu pai passara comigo, pois quando demos por nós já tinham passado largas horas e já era de noite e muitos dos meus amigos e convidados já tinham abandonado a festa, até ficarmos nós, a minha familia é claro.
Depois de arrumarmos a nossa garagem, fomos também nós para a nossa casa, para onde nós também fomos descansar e fomos dormir.
Preparando assim mais um dia da nossa vida naquela ilha distante de todo e todos.